Já era tarde, madrugada, eu estava no sofá esperando ele chegar, preocupada, pois não atendia o celular. Quando, de repente, a porta da sala bateu, esmurrando de força. Era ele, bêbado, enfurecido, transtornado com suas fantasias enciumadas.
Entrou segurando pelo meu pescoço:
-Sua vadia, o que te dou na cama não te basta? Tinha que "dar" pro meu melhor amigo?
-Você tem tantos amigos...
-O que você quer dizer com isso? Você deu pra todos eles? Sua vadia! Completando as frases com tapas na minha cara...
-Não, amor, quis dizer que não os conheço! Não fiz nada! Você está bêbado e fantasiando! Vá tomar um banho...
-Vou te matar , sua puta! Ele me disse que te comeu!
Aqueles chutes não doíam tanto quanto o abuso que ele cometia enquanto me batia, arrancando minha roupa, me sufocando e me estuprando no chão. Eu queria morrer ali, mas ele era muito mal. Ele só me batia a ponto de me machucar muito, mas não pra me matar.
Quando tudo terminou, ele saiu pra beber de novo e eu fiquei no chão, chorando , pensando em alguma canção de ninar...
Para que aquele pesadelo sumisse da minha memória.
Clara Brito
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