terça-feira, 30 de abril de 2013

Louva Deus

"Quanto mais crescemos na tecnologia
mais regredimos com os seres do nosso planeta."

Louva que?
Louva quem?
Louva o que?
Louva a quem?
Louvor pra quem?
Quem vai louvar?
O que é Louvor?

E diante de tanta coisa grande que é
criada pra mim, pra minha terra,
com anos passando, seres evoluindo
ele continua fazendo a mesma coisa.
Desde quando foi visto pela primeira vez.
Nunca mudou de direção,
de opinião...de nome...
ou de "fé"...
E um ser tão menor que eu, que nem canta,
mas faz tão bem quanto a gente.
Que aparece do nada e chama tanta atenção mesmo sendo pequeno
e sem perceber a gente esmaga ele destruindo mais um canção..
mais um louvor a Deus.

Clara Brito

segunda-feira, 29 de abril de 2013

Anseio

Todo esse anseio.
Essa sede de querer mais..
de sentir seu suor penetrando em minha pele..
e a sua voz derretendo meus sentidos
chamando pelo meu nome.
Deixando meu ser em transe,
meu corpo tremendo em suas mãos.
E um simples suspiro já mostra à você
que sou completamente sua.
Me perco no embaralhar dos lençóis 
 e você obedecendo minhas ordens
sádicas ao tom grave de minha voz.
A noite parece se pendurar no tempo.
tudo fica em pausa quando ouço você gemer
enquanto entrego à você meu corpo,
meu suor, meu gozo, minha vontade de ser você
só por mais um segundo antes de
terminar a noite nua abaixo da escuridão das nuvens
que acariciam meu corpo com o frio que você deixa 
na cama quando se vai...
E o tempo volta a correr
enquanto anseio mais uma vez pra sentir esse
mágico momento que tenho com você!

Clara Brito

terça-feira, 23 de abril de 2013

Querer só por não ter.

Vai entender essa gente,
que só quer mais da gente..
quando a gente não tem.
E quando a gente tem
ninguém quer saber da gente.

Vai entender essa gente!

Clara Brito

segunda-feira, 15 de abril de 2013

Desenho Dos Deuses.

Era outono quando os Deuses Resolveram se envolver
ao redor de uma fogueira e se amarem...
era tempo de fazer anjos para seus templos celestiais.
Entre papiros, vinhos e magia Aphrodite
se afasta e ouve um triste clamor à ela:

"Ó Deusa da Lua, do Amor e de toda Pureza que me cerca,
Sou sua filha, sou tua serva, vivo para expandir ao mundo
sua beleza e sua plenitude.
Nada te pedi e nunca falhei com tuas vontades,
então se não for um pedido muito ousado, 
em nome dos Deuses, Teus Pais e Teus Irmãos.
traga a mim um amor puro e verdadeiro
para limpar todos os cacos que a solidão
deixou em meu ferido coração.
Ó Soberana de tanta beleza e poder...
ouça meu choro, meu clamor, minha oração
é tudo que peço a você..
é tudo que peço a você..."

Tocada com as lágrimas de tua pequena serva
Aphrodite ergueu suas mãos e com suas estrelas
um lindo esboço desenhou e Zeus chamou.
Mostrou a ele toda dor de sua criança que chorava
por um amor e logo o mostrou o que tinha criado
para passar essa dor..
Zeus abismado com tal beleza que Aphrodite tinha criado
perguntou se tinha criado um anjo para a criança acompanhar.
Ela disse que não, que sua criação por mais que herdasse a pureza,
a paz, e a beleza de um anjo não terá em si o coração de um.
Pois anjos não podem amar, só servir.
E sua criação foi feita para amar..
amar a sua triste serva, que tanto clamou por um verdadeiro amor.
Então Zeus olhou nos olhos de Aphrodite e disse:
"Então ponha nesse olhar todo amor que um ser humano pode dar a outro ser humano.
E que nunca abandone aquele que seu coração escolher!"
E disse Aphrodite para sua serva em forma de chuva :

" Filha minha, essas estrelas que jogo sobre tua vida
é o que eu criei para amar você!"

E Com um forte Sopro Zeus Fez chover
estrelas sobre sua filha a fazendo sorrir, e sessar toda dor,
toda lágrima que sentia pra em troca de toda essa mágoa
viver o amor que sempre sonhou por toda sua vida!

Clara Brito

quarta-feira, 10 de abril de 2013

Frutos.

Tenho um tempo certo pra colher os frutos
das sementes que plantei.
E descobrir os que amadureci e outros que deixei apodrecer.
Talvez muito tempo deixei passar para olhar pra dentro
de minha colheita.. mas no fim sempre haverá
mais sementes para que nunca falte frutos sobre minha mesa.

O Outono é uma boa estação para colher frutos 
que enfrentaram tempestades de verão.

Clara Brito

quinta-feira, 4 de abril de 2013

Let it rain

Um pedacinho d'água cai do céu
Pedacinhos do céu caem sobre meu chapéu.

E eu olho pra cima ,abro um sorriso
e sentindo meus lábios se molharem
junto com minha face eu abro os braços
e danço uma valsa com o vento.
Vejo que as folhas dançam comigo
então canto alegremente a canção
da liberdade!
Oh! Glorioso Outono, como podes ser apenas
uma simples estação?

E em tão curto tempo presente causar
um tão grande extasiar em meu coração?
Vejo pessoas feitas de papel passando por mim,

fugindo da chuva, fugindo do vento,
fugindo da rua e eu ali sentada, regada com as flores
falando pra mim :" porque fugir de algo que não corre
atrás de mim?"

Se está ali, ao meu redor com um som tão belo,

me dando frescor, causando silêncio no trânsito,
Causando paz em mim..porque fugir?
Porque correr de algo que foi feito pra mim?
Pedacinhos do céu de outono
eu deixo cair..
sobre meu chapéu,
sobre meu chorar,
sobre minha vida,
Deixo chover o outono sobre mim
Todos os dias..

Clara Brito


quarta-feira, 3 de abril de 2013

Finados

Ao ver um anjo chorar
ao meu lado.
Percebo a razão de tanto chover
nesse dia tão obscuro e dedicado
aos que se foram.
Fim aos dados.
Fim á quem se entregou pela liberdade e paz quando partir.
Fim aos dados...
e os dardos que ainda não joguei.
E as cartas que ainda não vi.
E chuva que só cai desse jeito
quando alguém  fadado ao fim se vai.
E eu não preciso olhar,
porque quando olho não tenho tempo
pra me despedir.
Finados..
Finados..
Fim dado aos amados.
Pelo chorar dos anjos foi decidido assim!
Se um dia eu chorar mais que os anjos
o finado seria direcionado a mim...
e a chuva só cairia sobre os anjos
o que seria um descanso para o coração
humano que perdeu seu amor, mas ainda o faz chover,
cobrindo de lágrimas a alma do seu companheiro amado,
Finado.

Clara Brito.

Rabiscos.

O artista está aqui,
sentado bem em frente a mim.
Pintando minha face
e o que resta de meu olhar.
Observando meus detalhes,
minhas expressões, estimulando
minha face a chorar.
Meu olhar se petrifica diante dele.
E a partir daí entrego meu corpo
ao seu desenho.
Minhas emoções, todas em forma de
grafite num papel.
Tão vazio parece o branco quando nada está escrito,
como uma vida sem conquistas, até fazermos um risco,
um preenchimento.
E é isso que ele está fazendo comigo, me preenchendo
com cinza e sombreados num papel.
Olhando pra mim desta forma me sinto mais viva.
Estou me admirando, mas não apenas eu, e sim um mundo de sombras
e rabiscos ao meu redor.
Não vejo só um simples traço borrado
num vazio branco.
Vejo um corpo, vejo mãos, vejo olhos,
Vejo alma e vejo a mim...
sorrindo numa folha de papel pra mim.

Clara Brito.

segunda-feira, 1 de abril de 2013

Assim que te quero.

É assim que te quero, amor,
assim, amor, é que eu gosto de ti,
tal como te vestes
e como arranjas
os cabelos e como
a tua boca sorri,
ágil como a água
da fonte sobre as pedras puras,
é assim que te quero, amada,
Ao pão não peço que me ensine,
mas antes que não me falte
em cada dia que passa.
Da luz nada sei, nem donde
vem nem para onde vai,
apenas quero que a luz alumie,
e também não peço à noite explicações,
espero-a e envolve-me,
e assim tu pão e luz
e sombra és.
Chegastes à minha vida
com o que trazias,
feita
de luz e pão e sombra, eu te esperava,
e é assim que preciso de ti,
assim que te amo,
e os que amanhã quiserem ouvir
o que não lhes direi, que o leiam aqui
e retrocedam hoje porque é cedo
para tais argumentos.
Amanhã dar-lhes-emos apenas
uma folha da árvore do nosso amor, uma folha
que há de cair sobre a terra
como se a tivessem produzido os nosso lábios,
como um beijo caído
das nossas alturas invencíveis
para mostrar o fogo e a ternura
de um amor verdadeiro.