segunda-feira, 11 de novembro de 2013

Vai Passar

Tento olhar a chuva como algo
menos deprimente para acalmar a dor
e deixar a solidão passar


Essa história
De que você precisa de um tempo só,
não convence mais ninguém
sinto que quer seguir sem mim.


Todo esse amor intenso foi crescendo
e se perdendo de nossas mãos,
pra qualquer lugar a ponto de nos magoar.


Difícil é seguir sabendo da verdade
enquanto a esperança vai crescendo dentro de mim
com você insistindo em dizer


Que tudo passar com o tempo
mas nada está passando com o tempo


Todos os meus dias são iguais,
Todos os meus dias são iguais...
...Sem você.

Tento não lembrar cantando
algo que não é da gente
passo a olhar mais pra mim,

mudar um defeito ou algo assim.
Mas olho para a porta e ouço
Tua voz a me chamar.
começo a chorar quando me abraça
e volta a dizer....

Que tudo vai passar com o tempo.
mas nada está passando com o tempo


Todos os meus dias são iguais..
Todos os meus dias são iguais...
...Sem você.

Clara Brito

domingo, 10 de novembro de 2013

Poseidon

Se as aguas pudessem falar. Contar os segredos do mar. Onde os sofridos afogam suas magoas nos braços de poseidon.
O que contariam as ondas? Todas as vezes q tocam a terra. Trazendo uma nova energia e levando embora a dor que os atormenta.

Clara Brito

segunda-feira, 4 de novembro de 2013

A Cerejeira

Em uma ilha bem distante existe uma casa,
Como um chalé, feita de madeira escura, simples,
mas muito bela.
De frente para o mar, na varanda duas cadeiras
de balanço com uma mesinha de centro que enfeitam o local.
E ao lado da casa um lindo jardim, com uma belíssima cerejeira japonesa
no centro de seu floral.
E nessa casa mora uma triste senhora sozinha com sua gatinha.
Uma senhora que resolveu se isolar de tudo graças a dor
que o mundo e até ela mesma a causou, e a fez esquecer
sua infância, seu passado, sua vida.
Ela tem lindos cabelos longos e grisalhos, trançados, com
Olhos verdes, já avermelhados, que assim ficaram de tanto chorar
em sua trajetória.
Meio perturbada por morar sozinha conversa apenas com sua gatinha.
Sonhando com um amor que lhe foi prometido no passado voltar
para sua vida.
Toda noite essa senhora se senta á beira mar
e pede a lua pra devolver seu amor
que já a tantos anos ela levou.
Seu coração já nada mais sente, além daquele amor.
Pobre luar, nada pode fazer além de com ela chorar.
Quando minguante ela fica a senhora senta em sua
escrivaninha e escreve uma carta para seu amor, pega uma pequena pá,
vai até seu jardim, se ajoelha em baixo de sua cerejeira e cava ali
até tirar um pequeno baú.
Em seu pescoço ela pendura uma chave que esse baú ela abre pra
toda noite de luar minguante uma carta colocar ali.
Sonhando com a magia de sua cerejeira, pensando que ela suas cartas levará até seu amor.
para que um dia possa voltar.
E numa noite de lua cheia enquanto ela sentava em sua cadeira, sua cerejeira muitas pétalas
começou a soltar, embelezando seu jardim, e trazendo uma energia mágica
para seu lar.
Então uma pequena luz ela enxergou a distancia no mar.
Essa luz foi se aproximando junto as ondas que tocavam suavemente a areia da praia.
Ela fixou seu olhar esperançoso na luz que se aproximara e que logo foi se tornando
num pequeno barco.
Quando o barco foi se aproximando da praia ela avistou uma sombra,

formando o corpo de uma mulher.
Seu coração acelerado a levou até a beirada do mar e ali esperou o barco chegar.
Ela fechou seus olhos e sentiu o vento tocar seu rosto, assim como as mãos
de sua amada que chegara junto com vento.
Ela abriu seus olhos e ali só via um lindo sorriso, o sorriso do seu amor
que tinha voltado pro seus braços depois de tanto esperar.
Quando ela ia perguntar como ela sabia, ela tirou de sua bolsa uma caixa de madeira
que ali dentro guardava todas as cartas que ela lhe escreveu.
A senhora chorando de tanta alegria, beijou seus lábios como nunca a tinha beijado,

pegou sua mão e a levou para de dentro de sua casa.
E ali viveram junto com aquele amor que por toda eternidade durara.
E toda noite de lua minguante elas sentam em baixo da cerejeira, se abraçam e ali ficam
até o amanhecer, se amando, agradecendo aos Deuses por ter reencontrado
aquele amor que a tantos anos foi esperado.


Clara Brito