Vejo meu reflexo sumindo diante de mim,
chamo pelo meu nome tentando faze-lo voltar, mas uma escuridão
toma seu lugar! Eu me apavoro com as imagens que me encaram.
Olhares profundos entorpecendo minha alma!
Estou me entregando a um abismo que brevemente me levará a morte!
Sinto vontade de voar! De saltar bem alto e cair despedaçada ao chão..
para por um fim no que se encontra concreto, inteiro dentro de mim.
Assim é mais fácil encarar a realidade...
sob sete palmos do chão.
Talvez não seja só isso o que eles querem, minha alma
seria só mais uma no inferno a agonizar pelo perdão.
Porque é importante me assustar ,desejar que minhas paranoias,minhas esquizofrenias
me tornem mais distante do mundo real? isso daria prazer à quem?
Muitos dizem que preferem ser loucos do que infelizes, então eu sou louca ou infeliz?
Não consigo encontrar uma conclusão pra essa definição. São muitas as personalidades que exploro em mim ,mas no fim todas elas mostram
que sou a mesma merda sem destino algum.
A única coisa nova dentro de mim é a alegria que vem desaparece com mais frequência....
Quando eu choro parecem laminas saindo de meus olhos...de tanta dor!
Na verdade... só estou cansada.
Estou cansada de lutar! Estou de viver buscando a felicidade! Estou cansada de tentar enterrar meu passado! Estou cansada de tentar viver um grande amor! Estou cansada de Magoar pessoas que amo! Estou cansada de tentar me sentir bem comigo mesma!Estou cansada de abrir os olhos, de viver a vida, de lutar por ela, de tentar me amar, estou cansada de tentar ser feliz,estou cansada de traçar destinos,caminhos, mudar o foco, criar um foco que não nunca vai acontecer, que eu nunca vou percorrer , que eu nunca vou terminar... até meu reflexo fugiu de mim...
porque ele está com medo de mais uma vez me ver fracassar comigo.
Nunca me senti tão só...
Clara Brito
segunda-feira, 29 de junho de 2015
quarta-feira, 24 de junho de 2015
A Chuva
Ouço uma orquestra com as gostas da chuva caindo no telhado.
Um sinfonia de solidão.
Parece que me perco nas profundezas das nuvens ,
mergulhando nesse oceano de riscos umedecidos no ar.
Notas curtas, frases longas, vento forte , desencadeante escurecer...
Aguardo a chuva cair sobre mim, mas ela não atravessa vidro,
Ela não atravessa o corpo,
Então como lavar a alma?
Por quê ser abstrata
diante de algo certo querendo faze-lo atravessar minhas emoções e cognições?
Se é apenas água,então, por quê fazer da chuva uma metáfora depressiva?
Por quê um raciocínio lógico só se acerta após as lágrimas?
É preciso chorar pra se encontrar? Fazer chover dentro de mim?
Essa solidão que a chuva me traz não parece ser algo do presente, mas é uma sensação recente.
É a sensação de estar me perdendo nesse mar que cai do céu, me afogando em lembranças lacrimosas.
Vejo que mesmo sem metáfora a chuva se torna poesia
só pelo simples fato de lembrar lágrimas.
Ou são os anjos tentando me mostrar que sempre haverá cicatrizes
para nos lembrar que não é pra sempre que seremos felizes.
Clara Brito
Um sinfonia de solidão.
Parece que me perco nas profundezas das nuvens ,
mergulhando nesse oceano de riscos umedecidos no ar.
Notas curtas, frases longas, vento forte , desencadeante escurecer...Aguardo a chuva cair sobre mim, mas ela não atravessa vidro,
Ela não atravessa o corpo,
Então como lavar a alma?
Por quê ser abstrata
diante de algo certo querendo faze-lo atravessar minhas emoções e cognições?
Se é apenas água,então, por quê fazer da chuva uma metáfora depressiva?
Por quê um raciocínio lógico só se acerta após as lágrimas?
É preciso chorar pra se encontrar? Fazer chover dentro de mim?
Essa solidão que a chuva me traz não parece ser algo do presente, mas é uma sensação recente.
É a sensação de estar me perdendo nesse mar que cai do céu, me afogando em lembranças lacrimosas.
Vejo que mesmo sem metáfora a chuva se torna poesia
só pelo simples fato de lembrar lágrimas.
Ou são os anjos tentando me mostrar que sempre haverá cicatrizes
para nos lembrar que não é pra sempre que seremos felizes.
Clara Brito
terça-feira, 9 de junho de 2015
O Grão
No silêncio, no escuro da alma
no qual toda parte física de um
corpo desconhece existe um grão.
E esse grão sonhava em ser uma semente,
sonhava em brotar algo bom.
Só que no lugar onde esse grão se alojou
não cresce nada de bom!
Dentro de nós, bem no fundo, o interior obscuro,
onde guardamos mágoas, defeitos, tristezas, pecados, malícias
é aonde ele vive, Sozinho...
E isso o faz pensar que nada de bom existe em outro lugar!
E que aquele lugar pode ser o único lugar dentro do nosso ser!
E essa desesperança só faz crescer sentimentos piores dos que já
existem ali; Sentimentos que matam! Que destroem!
E esse Grão dali não pode mais sair!
Talvez com lágrimas ele se extraia e caia num outro lugar
como a terra e torne semente, se plante, crie raízes...
Mas será que depois de viver durante tanto tempo num lugar escuro
poderia nele brotar algo de bom?
Clara Brito
no qual toda parte física de um
corpo desconhece existe um grão.
E esse grão sonhava em ser uma semente,
sonhava em brotar algo bom.
Só que no lugar onde esse grão se alojou
não cresce nada de bom!
Dentro de nós, bem no fundo, o interior obscuro,
onde guardamos mágoas, defeitos, tristezas, pecados, malícias
é aonde ele vive, Sozinho...
E isso o faz pensar que nada de bom existe em outro lugar!
E que aquele lugar pode ser o único lugar dentro do nosso ser!
E essa desesperança só faz crescer sentimentos piores dos que já
existem ali; Sentimentos que matam! Que destroem!
E esse Grão dali não pode mais sair!
Talvez com lágrimas ele se extraia e caia num outro lugar
como a terra e torne semente, se plante, crie raízes...
Mas será que depois de viver durante tanto tempo num lugar escuro
poderia nele brotar algo de bom?
Clara Brito
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