Tal como os escravos que inspiraram a noite pra ser tão negra.
Tal como o canto das folhas se inspiravam no vento e nas orações.
Meu jazz, a cor da minha noite e o brilho do meu luar fez de mim
um adorador da dor e da paixão através do som.
O que é um jazz sem um rapaz partindo com suas malas junto
a sua garota que chora enquanto o sol se põe?
O que é um jazz sem um cigarro que se apaga antes da ultima canção?
O que é um jazz sem um som de um piston mudo... que não entoa nada
além de lagrimas antes de tocar uma canção.
Corações, mutantes, gatos, poetas da noite que vagam chorando atraves de seus instrumentos
transformando seu som, sua dor, seu sentimento mais alto que sua voz.
É o que fazemos, é o que fazíamos, é o que éramos, é o que somos, é o que sou..
Uma voz usando outra voz para expressar o sentimento de uma outra voz que sonha em fazer parte
de um mundo que una todos em uma só voz e que transforme no fim todo canto, toda fala, todo grito
...em silêncio...
...Em Clara Brito.
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