Olha só quanta água essa chuva derramou
em seu jardim!
Desmembrou suas rosas, afogou seus alecrins.
Veja as poças de lama próximas a sua porta,
quanta amargura você vai deixar entrar se não limpar agora.
Se o sol pudesse entrar em seu jardim
toda as lágrimas que a chuva deixou
seriam secadas por mim.
Essa tempestade uma hora precisa passar
nenhuma dor foi feita pra durar pra sempre,
por mais que as lembranças permaneçam
com as cicatrizes.
Outras sementes virão e seu jardim será reconstruído,
suas mãos vão se sujar um pouco, mas nada que
uma boa e tranquila chuva não possa lavar.
Lembro que semeamos nossa semente em seu jardim,
nossa flor ainda está ali, ferida, mas ainda forte,
triste será arrancá-la com vida...
porque aí eu não terei mais jardim,
pobre de ti...
pobre de mim.
Clara Brito.
Um comentário:
triste e belo....
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