
"Num dia qualquer eu compus uma canção a respeito de uma mulher que inexplicavelmente se sentia livre quando dançava mesmo com seus pés presos, se sentia livre quando cantava e tocava o coração de todos com sua triste melodia espanhola e com sua dança forte e expressiva."
Ouço o vento nas chamas bater
as palmas criaram a roda.
A lua enfeita o adormecer
sol que já parte em sua hora.
E com alegria as palmas chamam
por ela que fica escondida.
sentada em um canto, sua saia
tocando o chão escondendo as suas feridas.
Ela se levanta e barulhos de correntes batendo ao chão se ouvia.
E ela com seu triste olhar entoava um som que nossa alma sentia.
Como é que ela canta assim
com algemas prendendo seus pés?
Como é que ela dança assim
com algemas presas em seus pés?
Como é que ela faz assim
com algemas prendendo em seus pés?
Como ela me faz sorrir
com algemas em seus pés?
Minh'alma clamava por piedade
a aquele que um dia se disse Criador.
A pobre Deusa da chama, presa em sua dança
me trazia torpor.
Nada eu podia fazer a não ser sofrer
junto com sua dor.
Como é que ela canta assim
com algemas prendendo seus pés?
Como é que ela dança assim
com algemas presas em seus pés?
Como é que ela faz assim
com algemas prendendo em seus pés?
Como ela me faz sorrir
com algemas em seus pés?
Clara Brito
"i'm look at you"
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